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O labirinto clínico: afastar alergias reais e patologias ocultas

  • 4 de abr.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 9 de mai.

A investigação do desequilíbrio da histamina exige, primeiramente, o descarte de causas estruturais ou imunológicas primárias. 


Diretrizes conjuntas estabelecidas pela Sociedade Alemã de Alergologia e Imunologia Clínica e pela Sociedade Suíça de Alergologia [1] enfatizam a necessidade de diferenciar a hipersensibilidade não-alérgica das reações mediadas por IgE, as alergias clássicas. Para isso, testes de anticorpos específicos são o passo inicial obrigatório para garantir a segurança alimentar da pessoa analisada.


Além das alergias alimentares verdadeiras, é vital distinguir o desequilíbrio enzimático de doenças da própria célula mastocitária. Pesquisadores e consórcios mundiais, de acordo com o periódico Diagnosis [2], propõem algoritmos diagnósticos rigorosos para excluir a Síndrome de Ativação Mastocitária e a Mastocitose Sistêmica. Nesses casos, utiliza-se frequentemente a dosagem de triptase sérica, um marcador que costuma estar elevado em patologias de proliferação de mastócitos, mas que permanece normal na sensibilidade à histamina.


Somente após os resultados negativos para alergias verdadeiras, doença celíaca e distúrbios mastocitários estruturais é que a suspeita clínica recai sobre a deficiência no processamento e degradação da histamina.


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Referências:

[1] Allergo Journal International, 2017

[2] Diagnosis, 2021

>> A seguir, leia: A bússola investigativa



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