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A bússola investigativa: rastreamento, dieta seletiva e exames de apoio

  • 3 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de mai.

Na ausência de um único biomarcador laboratorial validado para fechar o diagnóstico isoladamente, a ciência utiliza uma investigação estruturada que transforma a pessoa paciente em uma observadora ativa do seu metabolismo.


O rastreamento: segundo uma extensa revisão publicada na revista Biomolecules, a anamnese detalhada aliada a um diário de sintomas é essencial para documentar a janela de tempo entre a ingestão alimentar e o disparo dos sintomas, guiando a suspeita clínica [1].


O teste terapêutico (dieta seletiva): diretrizes publicadas no Allergo Journal International [2] estabelecem que a dieta de eliminação atua como a prova real e o padrão-ouro no diagnóstico. O processo exige uma dieta seletiva e temporária de baixa histamina. O quadro ganha forte confirmação se os sintomas regredirem durante a restrição e retornarem imediatamente após a fase de reintrodução controlada.


Marcadores sanguíneos: embora o nível de enzimas possa sofrer oscilações ao longo do dia, estudos publicados no periódico Wiener Klinische Wochenschrift e na revista Food Science and Biotechnology [3] demonstram que a avaliação da atividade da enzima DAO no soro sanguíneo, com valores inferiores a dez unidades por mililitro, atua como um forte indicador de deficiência na capacidade de degradação extracelular.


O mapeamento genético: conforme pesquisas nas revistas Allergy e Pharmacogenetics and Genomics, foram mapeados polimorfismos específicos no gene AOC1, e revelado que a análise de DNA pode definir se a baixa produção da enzima possui uma origem primária e genética [4] . 


O microbioma: trabalhos divulgados na revista Journal of Physiology and Pharmacology e no periódico Nutrients provam que o sequenciamento fecal pode identificar desequilíbrios na flora. A presença excessiva de bactérias produtoras de histamina indica que a síndrome possui uma causa secundária e tratável a nível intestinal [5].

Referências:

[1] Biomolecules, 2020.

[2] Allergo Journal International, 2017. 

[3] Wiener Klinische Wochenschrift, 2013 / Food Science and Biotechnology. 2019.

[4] Allergy, 2011 / Pharmacogenetics and Genomics, 2007.

[5] Journal of Physiology and Pharmacology, 2018. / Nutrients, 2022.



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