A botica caseira: como sair de uma crise histaminérgica
- 2 de abr.
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Atualizado: há 3 dias

Para quem inicia o caminho ao reequilíbrio da histamina e ainda não utiliza suplementação enzimática.
O primeiro passo ao enfrentar uma crise histaminérgica (reação pseudoalérgica pós-prandial), como sinais de início de enxaqueca, desequilíbrio do trânsito intestinal, taquicardia ou coceira na pele, é focar na eliminação. A melhor ferramenta mecânica para liberar o excesso de histamina do corpo é a hidratação estratégica.
A mecânica da água, dos eletrólitos e da temperatura.
De acordo com estudos sobre a fisiologia gastrointestinal e do exercício, conforme aponta uma revisão na revista Gut [1], o estresse metabólico e o aumento da temperatura corporal (hipertermia) agravam a inflamação e aumentam a permeabilidade da barreira do intestino. A hidratação adequada ajuda a resfriar o corpo rapidamente e minimiza esse estresse térmico na mucosa. Além disso, segundo publicações de suporte funcional, a reposição inteligente de eletrólitos, especialmente o potássio, é crucial para estabilizar as células e acalmar o sistema imunológico. Com o corpo resfriado e as células hidratadas, o fluxo renal trabalha para excretar os subprodutos tóxicos da histamina através da urina.
Entre os alimentos a evitar: os cítricos.
Uma iniciativa habitual quando uma pessoa sente que precisa melhorar a sua hidratação é tomar sucos (sumos) de frutas como limão ou laranja. Contudo, as frutas cítricas são potentes "liberadores" de histamina o que, ao invés de ajudar, pode aumentar as reações histaminérgicas. Esses sucos forçam os mastócitos (as células de defesa) a despejarem ainda mais histamina na corrente sanguínea, o que agrava a crise [2].
A sua botica caseira imediata.
É preciso entender o papel dos cofatores essenciais para o funcionamento eficaz da enzima Diamina Oxidase (DAO) natural:
Vitamina C: cofator essencial na degradação da histamina alimentar (ou seja, na metabolização da histamina exógena).
Quercetina: atua como um estabilizador natural.
Cobre: trabalha em sinergia com a vitamina C para potenciar a atividade da enzima DAO.
Vitamina B6: fundamental no suporte das reações enzimáticas em todo o organismo.
Sugestões para uma botica caseira:
Composto anti-inflamatório e antihistamínico:
ervas e raízes: gengibre fresco, flor de sabugueiro e moringa.
frutas e vegetais ricos em quercetina: maçã e cebola.
Fontes de Vitamina C:
vegetais: rúcula, brócolis, folhas de aipo, alface e pepino.
Fontes de cobre:
brotos de rabanete, sementes de gergelim e chia.
Fontes de vitamina B6:
cortes de frango ou peru ultra-frescos, batata-doce ou inhame.
É importante relembrar que, como em tudo, a moderação deve ser aplicada com bom senso. O consumo de água é um desses pontos, e a moderação é crucial para evitar o desequilíbrio dos eletrólitos essenciais. Além disso, pessoas com patologias conhecidas devem observar na lista de alimentos da dieta seletiva aqueles que são contraproducentes como o excesso de brócolis em casos de tireoidite, ou alimentos que devem ser evitados devido à interação com medicamentos, conforme as evidências sobre a inibição da enzima DAO publicadas na revista Clinical and Translational Allergy [2].
Referências:
[1] Revista Gut, 2019.
[2] Clinical and Translational Allergy, 2014.
>> A seguir, leia: O músculo como escudo

